Escatologia - Pontos pacíficos

Culto de Oração
Publicado em 11/08/2021

Introdução

Escatologia mexe com as pessoas, pois fala daquilo que ainda vai acontecer e o ser humano possui uma curiosidade natural que o leva a dar atenção à qualquer predição dos fatos futuros.

Não significa, entretanto, que ele vai acreditar em tudo. A curiosidade é maior que a credulidade, o que é um problema.

O fato, contudo é que Deus conhece todos os eventos futuros. Não apenas porque Ele previu, mas porque os determinou. O modo como trouxe ao nosso conhecimento todas as coisas foi através das Escrituras. Se estão lá, podemos ter certeza absoluta da concretização destes fatos, porque Deus nunca erra ou mente - por este motivo, também, Sua Palavra é cheia de autoridade e poder.

A escatologia trata de eventos importantes como a segunda vinda de Cristo, prometida por Ele, dos chamados milênio e tribulação, do julgamento final, da punição eterna para os descrentes, da recompensa eterna para os crentes e da vida com Deus numa novo céu e nova terra.

O assunto pode ser bem polêmico, por isso vamos começar com aquilo que é “ponto pacífico”, depois passaremos para os aspectos mais polêmicos como o milênio e a tribulação.

I. Pontos pacíficos

Aquilo que é tranquilo para a maioria dos evangélicos está registrado no último capítulo da Declaração Doutrinária dos Batistas da CBB:

XIX- Justos e Ímpios
Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final.1 Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória.2 Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor.3 Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados.4 Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade.5 Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus.6 Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu como o Senhor.7
1 Mt 13.39,40; 28.20; At 3.21; 1Co 15.24-28; Ef 1.10 
2 Mt 16.27; Mc 8.38; Lc 17.24; 21.27; At 1.11; 1Ts 4.16; 1Tm 6.14,15; 2Tm 4.1,8 
3 Dn 12.2,3; Jo 5.28,29; Rm 8.23; 1Co 15.12-58; Fp 3.20; Cl 3.4 
4 Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1Co 15.12-24 
5 Mt 13.49,50; At 10.42; 1Co 4.5; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Hb 9.27; 2Pe 2.9 
6 Dn 12.2,3; Mt 16.27; Mc 9.43-48; Lc 16.26-31; Jo 5.28,29; Rm 6.22,23 
7 Dn 12.2,3; Mt 16.27; 25.31-40; Lc 14.14; 16.22,23; Jo 5.28,29; 14.1-3; Rm 6.22,23; 1Co 15.42-44; Ap 22.11,12 


A. O Senhor Jesus Cristo voltará uma segunda e última vez, de maneira pessoal, visível e corpórea. 

O Senhor falou muitas vezes da sua volta (Mt 24.44; Jo 14.3). Os anjos declararam o Seu retorno (At 1.11). Paulo ensinou em 1Ts 4.16-18, o autor de Hebreus também (Hb 9.28 - A história não terminou, a salvação não tem somente o aspecto de ir a igreja no domingo. Aguardamos a Sua vinda e nos guardamos por este motivo até que esta segunda parte aconteça). Tiago (Tg 5.8), Pedro (2Pe 3.10)  e João (1Jo 3.2) também foram usados para confirmar este ensino. O evento é certo, a despeito das pessoas acreditarem ou não. Não dependerá de governos, de decisões humanas, de ambiente político, cultural, econômico ou ideológico. O próprio Senhor Jesus prometeu mais uma vez a Sua vinda do Apocalipse (Ap 22.20) 

Esta deve ser a esperança dominante da igreja de Deus: o cumprimento dos fatos segundo a Sua determinação e vontade. Por isso não podemos estar apegados a este mundo. Precisamos imitar o estilo de vida de Jesus, e pelo poder de Deus vamos conseguir caminhar neste objetivo. 

Enfatiza-se que, conforme 1Ts 4.16-17 e At 1.11: o senhor mesmo virá do modo como foi visto subir, ou seja, visivel, pessoal e corporeamente.


B. A volta será a qualquer momento, sem aviso. 

Apesar de nos ter sido revelado nas Escrituras que Cristo voltará, a mesma Escritura informa também que não nos será dito a data em que isso vai acontecer (Mt 24.42-44; cf. Mt 24.36-44 ; Mt 24.50; Mt 25.13; Mc 13.32-37; Lc 12.40; Fp 3.20; 1Ts 5.2; Hb 10.25; Tg 5.7-9; 1Pe 4.7; 2Pe 3.10; Ap 1.3; 22.7; 22.12; 22.20).   

Portanto, devemos considerar errado, prontamente, quem diz conhecer esta data. O que nos foi afirmado é que devemos vigiar constantemente, pois pode ser a qualquer instante, mesmo agora!

Ao logo da história inúmeras pessoas fracassaram ao tentar prever esta data ao não aceitar a Verdade revelada como ela é.

As pessoas de fato não devem saber esta data (embora tenham sido deixados sinais). Isso porque deixariam de viver a vida como ela deve ser aqui na terra, da maneira que Deus planejou. Dos que acreditaram algum dia numa data específica os mesmos deixaram de trabalhar, tiraram filhos da escola, desfizeram compromissos, venderam casas e tomaram outras decisões que Cristo nunca nos instruiu a fazer, elas são frutos de um comportamento  irracional. Não estaríamos prontos para uma data, mas sem dúvida estamos capacitados pela graça a vivermos uma vida normal aqui, porém sempre vigilante. 

Era exatamente isso que Deus pretendia e sabiamente calibrou a revelação para que este fosse o efeito final até a segunda vinda do Seu Filho: Tt 2.12-13. 

Conforme Ladd (1972, p.22, apud GRUDEN, 1999, p.936) a própria igreja primitiva tinha a expectativa de que a volta do Senhor seria “logo”, e parece fazer parte da natureza da profecia bílbica tornar possível que cada geração viva na expectativa do fim. 

Além disso, ao se comparar a eternidade com o tempo de espera por ela aqui, de fato, a volta é iminente, o Senhor volta logo, logo! Ademais, Pedro nos lembra que para Deus a perspectiva “tempo” difere da dos homens:

2Pedro 3:1-10:  

1Amados, esta é, agora, a segunda carta que escrevo a vocês. Em ambas, procuro, com lembranças, despertar a mente esclarecida de vocês, 2para que se lembrem das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, e também se lembrem do mandamento do Senhor e Salvador, que os apóstolos de vocês lhes ensinaram. 3Antes de tudo, saibam que, nos últimos dias, virão escarnecedores com as suas zombarias, andando segundo as próprias paixões 4e dizendo: “Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais morreram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”

5Acontece que, de propósito, esquecem que os céus existem desde muito tempo, e que a terra surgiu da água e através da água pela palavra de Deus. 6Com base nesta palavra também o mundo daquele tempo foi destruído, afogado em água. 7Pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem têm sido guardados para o fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e da destruição dos ímpios.

8Mas há uma coisa, amados, que vocês não devem esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia. 9O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. 10Porém, o Dia do Senhor virá como um ladrão. Naquele dia os céus passarão com grande estrondo, e os elementos se desfarão pelo fogo. Também a terra e as obras que nela existem desaparecerão.

E assim nos ensina a esperar o Salvador:

2Pedro 3.11-18:

11Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa, 12esperando e apressando a vinda do Dia de Deus. Por causa desse dia, os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos se derreterão pelo calor. 13Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.

14Por essa razão, amados, esperando estas coisas, esforcem-se para que Deus os encontre sem mácula, sem culpa e em paz. 15E considerem a longanimidade do nosso Senhor como oportunidade de salvação, como também o nosso amado irmão Paulo escreveu a vocês, segundo a sabedoria que lhe foi dada, 16ao falar a respeito destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas cartas. Nelas há certas coisas difíceis de entender, que aqueles que não têm instrução e são instáveis deturparão, como também deturparão as demais Escrituras, para a própria destruição deles.

17Portanto, vocês, meus amados, visto que já sabem disso, tenham cuidado para que não sejam arrastados pelo erro desses insubordinados e caiam da posição segura em que se encontram. 18Pelo contrário, cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.

Esta deve ser a nossa motivação e expectativa ao estudar escatologia: viver de maneira piedosa para o Senhor. Deve ser mais para abrirmos mão do velho homem e não para saciarmos a sua curiosidade como objetivo final.

Shalom!

No próximo estudo vamos ver sobre os sinais que anunciam a vinda do fim, que apenas confirmam a revelação, mas não indicam o tempo exato. Depois de tudo cumprido, e quando estivermos com o Senhor, compreenderemos de forma ainda mais cristalina o sentido de todas estas palavras, por enquanto precisamos confiar mais nEle do que em nós mesmos, abrindo mão de toda arrogância. 

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