Estudo – Jesus: uma Pessoa com duas naturezas (Aula 3)

Conclusão e Aplicação da Divindade de Jesus na vida cristã

Além da autoconsciência de Jesus, há mais relatos no Novo Testamento:

  • Os evangelistas João e Marcos: iniciam seus escritos afirmando a divindade de Jesus (Jo 1.1; Mc 1.1);
  • Hebreus: revela fortemente a natureza divina de Jesus. Hb 1.1-3 afirma que o Filho é a expressão exata do ser de Deus, Criador e Sustentador de todas as coisas pela Palavra do Seu poder. No v. 8 o sermão, que é uma citação do AT (Sl 45.6), o Filho é tratado como Deus, superior aos anjos (1.4-2.9), a Moisés (3.1-6) e aos sumos sacerdotes (4.14-5-10). Em nosso meio não esteve em carne e osso mero anjo, projeta ou sacerdote. Mas, a divindade em pessoa.
  • Paulo: Cl 1.15-20; 2.9. Em Rm 2.3; 2Tm 4.1; 2Co 5.10, o apóstolo confirma a reivindicação de Jesus (Mt 25.31-46) sobre o Juízo final (atribuído a Deus no AT (Gn 18.25; Jl 3.12). Fp 2.6 como um fato da preexistência ontológica do Filho.
  • O termo “Senhor”: os autores do NT atribuem o termo grego “kyrios” (“Senhor”) a Jesus, em especial após a Sua ressurreição e exaltação. Na septuaginta* “kyrios” é a tradução para “Javé” do AT e o termo de reverência “Adonai”. Os escritores neotestamentário pretenderam dar a Jesus o sentido mais elevado da palavra nas citações neotestamentárias de textos do AT que empregam um dos nomes hebraicos para Deus (e.g. At 2.20,21; Rm 10.13 cf. Jl 2.31,32; 1Pe 3.15 cf. Is 8.13). No NT este termo é usado para designar tanto Deus, o Pai, quanto a Jesus (o Pai: Mt 1.20; 9.38; 11.25; At 17.24; Ap 4.11. O Filho: Lc 1.22; Jo 20.28; At 10.36; 1Co 2.8; Fp 2.11; Tg 2.1; Ap 19.16). E, em algumas passagens Jesus é tratado como o Senhor exaltado, não podendo ser distinguido do Pai nestas ocasiões (At 1.24; 2.47; 8.39; 9.31; 11.21; 13.10-12; 16.14; 20.19; 21.14; cf. 18.26; Rm 14.11). Assim, para os judeus, referir-se a Jesus como “Kyrios” implicava em Ele ser igual ao Pai.
    • * Versão do AT para o grego, feita entre 285 e 150 a.C. em Alexandria, no Egito, para os muitos judeus que ali moravam e que não conheciam o hebraico. O nome “Septuaginta” vem, segundo a lenda, dos setenta ou setenta e dois tradutores que a produziram. A Bíblia de Jesus e dos seus discípulos foi a Bíblia Hebraica, mas a LXX foi a Bíblia de Paulo e das igrejas da DISPERSÃO. A maioria das citações do AT no NT é tirada da LXX. Os livros APÓCRIFOS faziam parte do cânon da LXX. (Kaschel, W., & Zimmer, R. (1999; 2005). Dicionário da Bíblia de Almeida 2ª ed. Sociedade Bíblica do Brasil.)
  • A evidência da ressurreição: A ressurreição é vista pelos judeus contemporâneos que creem como a confirmação de Deus de que Jesus realmente era quem reivindicava ser. Se o Pai confirmou a declaração de Jesus acerca de Sua ressurreição, executando tal ato, segue-se que todas as Suas afirmações são Verdade. 1Co 15.20; Cl 1.18. (isso é muito importante)

IMPLICAÇÕES DA DIVINDADE DE CRISTO

A discussão da Cristologia agora precisa ser aplicada à vida cristã. Há diversas implicações significativas oriundas da divindade de Cristo para nossa fé e prática:

  1. Podemos ter conhecimento real acerca de Deus, pois Jesus disse: “quem vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). Observando Cristo no NT nos permite entende o amor, a santidade e o poder de Deus. Ele não era um profeta, mas é Deus mesmo.
  2. A redenção é possível, pois a morte de Cristo foi suficiente para todos que já viveram e creram, todos os que vivem e ainda viverão e crerão. Quem morreu por nós tinha uma natureza humana, o que permitiu ser um sacrifício substitutivo, porém não era apenas humano, mas divino, a Vida e o Doador e Sustentador dela, o que torna o sacrifício com um valor sem fim. Entenda: o sacrifício de Jesus, sendo Ele Deus não é uma oferta altíssima, é sem fim, não tem fim, não terminou, não termina e não terminará jamais. Ele é maravilhoso. Foi essa oferta que Deus deu aos pecadores, não porque merecíamos, mas por Sua grande misericórdia. Isso faz com que sejamos para sempre humildes e agradecidos, perseguindo na graça, a fim de sermos achados fiéis.
    1. Mesmo sem sermos perfeitos (somos pecadores conscientes), temos também a consciência de que fomos alcançados para um propósito, e não desistimos dele, mesmo quando falhamos. Nós deixamos os erros para trás e perseguimos a vida de quem foi justificado em Jesus (Paulo, esquecendo das coisas que ficam para trás).
    1. Isso é uma implicação prática da divindade de Jesus em nossa fé e prática, como desdobramento do valor da oferta que recebemos, sem mérito.
  3. Deus e humanidade foram reconciliados, pois Jesus não foi mero homem enviado, porém o próprio Deus que atravessou o abismo criado pelo pecado e se fez homem.
  4. A adoração a Cristo é apropriada, pois Ele é tão merecedor de nosso louvor, adoração e obediência como o Pai, em função de Sua Natureza divina.

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