Estudo – Jesus: uma Pessoa com duas naturezas (Aula 2)

A Divindade de Jesus no Evangelho de João

  • Ele é um com o Pai (Jo 10.30), declarando ter a mesma natureza de Deus;
  • Declarar que vê-lo e conhece-lo implica em ver e conhecer o Pai, que é Deus (Jo 14.7-9), “Eu sou” também indica Sua eternidade (pois não diz “Eu era” ou “Eu fui”), Ele refere-se a algo passado (a existência de Abraão) no presente, quanto à Sua própria pessoa. Eternidade é um atributo pertencente somente a Deus, que também se declarou da mesma forma em Êx 3.14,15; (os estudos estão sendo postados a cada domingo, conforme avançamos nele. O vídeo da aula e o estudo escrito com as passagens bíblicas).
  • Ele afirma Sua pré-existência em Jo 3.13; 8.58;
  • Ele coloca sua ação simultânea com atos do Pai, quando diz em Jo 14.23: “Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada”;
  • A Bíblia registra que as pessoas que viveram no tempo de Jesus na terra interpretavam Suas afirmações como declarações de ser Ele Deus.

Apesar de não haver uma declaração direta do próprio Cristo quanto à Sua natureza divina, nos Evangelho há uma afirmação clara disso: A sentença de morte de Jesus foi ter “afirmado” ser Deus, aceitando a acusação feita contra Ele, conforme registra João em 19.7: “declarou ser Filho de Deus”. A pergunta feita foi: “Ordeno que jures pelo Deus vivo e diga-nos se Tu és o Cristo, o Filho de Deus”? (Mt 26.63), Sua resposta foi “É como disseste”, indo além: “Contudo, digo-vos que de agora em diante vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu” (v.64). Ele poderia evitar a própria morte apenas negando as acusações, mas não o fez – isso precisa ser considerado. Por meio do consentimento Jesus declara Sua igualdade com o Pai.

Jesus também aceitou a afirmação de Tomé, quando este disse: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20.28), após a Ressurreição.

Com autoridade, o Cristo coloca Suas Palavras em exato pé de igualdade com o texto Sagrado do AT, quando constantemente afirma “Ouviste o que foi dito aos antigos… Eu, porém, vou digo…” (Mt 5.21,22,27,28), Jesus não diz, como os profetas “Assim diz o Senhor”, mas “Eu digo”, logo, o que temos aqui é uma continuidade da revelação progressiva de Deus. O que apenas a divindade tem autoridade e poder para fazer. Jesus é Deus.

Jesus se colocou como igual ao Pai, em demonstração de poder e espécie. Ele reivindica poder sobre a vida e a morte (Jo 5.21; 11.25), o que, nos escritos Sagrados, apenas Deus era capaz (e.g., 1Sm 2.6, Salmo 119 em mais de dez versos). Mais uma vez, reitera-se que há evidências nas Escrituras de que as pessoas ao Seu tempo entendiam claramente Suas afirmações como sendo uma autocompreensão de que Ele de fato era (e É) Deus, p. ex: “Por isso os Judeus procuravam ainda mais mata-lO, não só porque infringia o sábado, mas também porque dizia que Deus era Seu Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5.18).

Se tiver dúvidas, comente abaixo.

Até a aula que vem!

Pr. Leandro Hüttl

Esquema citado na aula:

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