Pastoral – 1 Corintios 1.1-3 | Que lugar é esse? (Série expositiva)

Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus, e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todos os lugares invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.

1 Coríntios 1.1-3, NAA

INTRODUÇÃO

Como cristão você já olhou ao seu redor, observou o que passa na televisão, o que as pessoas conversam, o que se posta na internet e disse: “eu não sou deste mundo?”

Pois é, os valores mudaram drasticamente, e muitas vezes nos pegamos chocados com tamanha maldade e perversidade que nossa sociedade tem encarado como natural e normal – e mais ainda quanto cristãos adoram uma postura de neutralidade.

Mas, saiba que isso não é algo próprio somente de nossos dias. Em todas as eras os cristãos se depararam com o desafio de viver na contramão da cultura do mundo. O que choca mais mesmo é quando a igreja se deixa ser influenciada pela cultura do mundo e resiste em avançar na santidade para a qual foi destinada pelo Evangelho de Deus.

DESENVOLVIMENTO

Paulo coloca-se como um servo desde o início da carta. Isso era necessário em todas as ocasiões e lugares, mas, para Cortinto, a igreja especialmente influenciada pela cultura ao seu redor, o entendimento precisava ser muito bem trabalhado.

Tivemos vários tipos de desafios nas igrejas do Novo Testamento, mas, nesta, o maior deles ela separar a igreja do mundo. Olhando ao nosso redor, com tantas coisas com rótulo de gospel, mas com o sabor do mundo, percebemos que a igreja sempre vai precisar lutar contra este desafio e manter sua identidade. Ao longo de toda a carta, Paulo vai delinear Jesus Cristo como Senhor absoluto da fé.

Paulo começa com um exemplo pessoal, ao invés de imediatamente apelar para a autoridade apostólica, ele se apresenta como um seguidor de Jesus, servo do seu propósito, apóstolo pela vontade de Deus, e objetivo da sua missão era cumprir um propósito divino na vida daqueles que foram chamados.

O chamamento era para que os corintos, e todos os seguidores de Jesus Cristo fossem santos. Ao longo de toda a carta ele vai mostrar que chamar Jesus de “Senhor” deve gerar escolhas, renúncias e atitudes que reflitam a graça deste relacionamento com o Filho de Deus. Com isso Paulo revela um coração completamente entregue e preocupado com a condução da vida do povo de Deus. Este é o coração de Deus para o Seu povo, e assim é o coração do pastor quando é conduzido pelo Espírito Santo para cuidar do rebanho para Jesus e para Sua própria glória. 

A preocupação do apóstolo, nesta carta, é mostrar que santidade não é uma lista do que fazer ou não fazer, mas sim um relacionamento, como num casamento, onde conhecemos a pessoa a cada dia mais, e devemos manter o desejo de sempre realizar atos amorosos reafirmando o amor pela pessoa com quem estamos nos relacionando. A ideia é esta mesmo: santidade é um relacionamento com Deus.

Paulo não estava sozinho: há grande chance de “Sóstenes” citado nesta carta ter sido aquele que em At 18.12-17 foi espancado ao levar o apóstolo diante de um tribunal civil em Corinto, foi ex-íder de uma sinagoga em Corinto e deixou tudo o que era religioso, assim como Paulo, dando um passo de muitos no caminho da salvação, para servir a Cristo. Assim é o Evangelho, não tem apenas líderes, mas membros da igreja que lutam pela Verdade.

Somos irmãos porque temos o mesmo “ventre” espiritual; nascemos novamente da mesma origem, o Evangelho, e isso nos torna irmãos. Pela experiência sofrida com Paulo e perseverança em não negar a fé, “Sóstenes serve de lembrete para os cristãos coríntos do poder do evangelho de superar qualquer pressão que sintam para transgredir a fé, um testemunho de valor de como os crentes devem ser diante das pressões, como sinal de que Deus dá alivio”. Clame sempre e confie. Lutas e pressões vão passar e você verá o próximo passo de como Deus quer usar sua vida no Evangelho, conforme o propósito que você foi chamado. E não somente na igreja ou no mundo, mas também na sua casa, onde você deve ser fiel obreiro(a). 

Mas, porque podemos extrair tantas coisas edificantes destes poucos versículos do início? Porque o texto sagrado tem muito mais a nos apresentar até o final. A igreja em Corinto precisava muito da Palavra de Deus para ser fiel em meio a cultura que vivia. Não é nada diferente com a igreja no mundo hoje. O ambiente de corinto, em certo sentido, está “globalizado”, a maldade, imoralidade, orgulho e idolatria são um desafio para cristãos em toda a terra, dois mil anos depois da primeira vida de nosso Senhor. E será cada vez mais, até a Sua segunda vinda.

Igreja em Corinto

Como era esse lugar? Ele tem relevância para nós? Alguma ligação? As verdades contidas nesta carta serviram somente para aquele tempo e lugar? O texto diz que não, pois é endereçado também aos chamados para serem santos – em todos os lugares em que se invoca o nome de Jesus, Senhor de todos. A medida que conhecermos mais corinto, veremos o quanto, de fato, devemos nos debruçar sobre esta carta. E eu convido a igreja Batista Betel para examinar as Escrituras, através de uma série de sermões expositivos na Primeira Carta aos Coríntio, pela graça de Deus, buscando extrair da Palavra tudo aquilo que precisamos para continuar nossa fé em Jesus de maneira verdadeira, sem perder tempo com auto-ajuda ou qualquer outro desvio doutrinário da fé.

Corinto, situada numa junção das rotas marítimas para o Oriente e para o Ocidente, e das rotas terrestres para o norte e para o sul, foi desde os tempos antigos uma das cidades mais importantes da Grécia.

Orgulhosa por ser uma importante província romana, o que considerava um privilégio, já demostrava desde cedo este pecado no coração humano: orgulho e vaidade.

Um próspero centro comercial internacional, o que despertou muita cobiça e confiança no dinheiro, numa prosperidade sem Deus e seus desdobramentos imorais.

Foi sede de importantes jogos, recebendo em anos alternados turistas de toda parte para suas festividades esportivas. E não somente esporte, mas havia diversas expressões artísticas como música e poesia, o que aumentava a grandeza destes festivais.

A cidade, na verdade, era, além de centro comercial, um grande centro de entretenimento, também internacional, o que, por sua vez fortaleceu o comércio, com os turistas gastando não somente em hospedagem e alimentação, mas também nos produtos e serviços oferecidos ali, o que gerava empregos. Todas essas coisas são boas, a economia, os negócios, o trabalho, os empreendimentos, tudo foi idealizado por Deus para o ser humano cumprir o mandato cultural de dominar a terra. Todavia, num ambiente de pecado, o ser humano usa todas essas coisas para se afastar cada vez mais do Criador, ao invés de fazer uso delas para a glória do dEle e a satisfação de suas necessidades, uma vez que a economia torna-se um ídolo ao invés de um instrumento de viver para a glória de Deus. 

A cidade ainda cresceria ainda mais depois do ano que Paulo a visitou, que coincindiu com os jogos de 51 d.C. É possível datar com certa precisão esta viagem de Paulo pois At 18.12 diz que alguns judeus da comunidade tentaram persuadir Gálio, o procônsul romano a prender Paulo. Inscrições coríntias mostram que Gálio exerceu esse cargo em 51-52 d.C. Um procônsul, naquela época, era o governador a província romana. 

Um estudioso do NT testamento sugere que algumas atletas femininas era muito bem sucedidas, porém acostumadas com altos privilégios e que influenciavam fortemente a sociedade, destas, algumas estavam causando problemas para a igreja de corinto; o feminismo não é algo tão recente assim. A Bíblia já traz relatos no AT e NT de mulheres sendo instrumentos do pecado e de Satanás, assim como os homens.

A riqueza de Corinto naturalmente fez surgir cidadãos muito ricos e influentes, que às vezes ditavam suas própria regras (coronéis). Não nos surpreende que isso tudo tenha acontecido naquela época, pois o problema nunca é a época, mas o que está sempre presente no coração humano: o pecado. Precisamente é isso que Deus trabalha por meio do Seu Evangelho. Os tempos passados não eram mais santos e os atuais mais profanos. Havia muita imoralidade no passado, isso não está ligado ao calendário, mas ao coração dos seres humanos e apenas aparece nas épocas em que vivem aqui na terra. Isso não muda. 

A tecnologia viabiliza o ser humano fazer mais coisas, tanto boas quanto más. As pessoas ficam num saudosismo na internet, dizendo que o mundo era melhor nos anos 80, quando não tinha tanta tecnologia. E isso é verdade. Mas não por causa da tecnologia, mas porque ela viabiliza agilizarmos as coisas, fazer mais, nos comunicar mais… e por essas vias o ser humano escolhe trafegar não apenas os relacionamentos de família, o trabalho e o bem da sociedade, mas toda a torrente de mal. 

Pessoas estão viciadas em pornografia, tanto homens como mulheres. Uma vez postei no meu blog um texto sobre pornografia extraído do Jornal Batista. Recebeu muitas e muitas e visitas, e depois, por meio dos mecanismos de estatísticas que o site oferece, vi que foi através da pesquisa da palavra “pornografia” na internet. As pessoas procuram, acham e se afundam, contaminam outras e estragam as suas vidas, por isso as distancia cada vez mais de Deus. Não se surpreenda: em certo sentido estamos em Corinto, e precisamos dos mesmos alertas que a Palavra de Deus tem para quem vive em meio a uma cultura pecaminosa e a uma igreja secularizada como temos visto. Precismos cuidar do nosso discipulado e da nossa igreja local.

Confiança nos homens

O ambiente cultural também incluía uma certa dívida de gratidão com aqueles que ajudavam os menos favorecidos. Receber um favor implicava em ter uma dívida de gratidão. Isso também poderia tomar uma proporção maior. Cidadãos muito ricos às vezes ofereciam os eventos, festivais e entretenimentos como presente para a Corinto, colocando, então a própria cidade nesta condição de dívida de gratidão. A dívida de gratidão normalmente era paga com honrarias públicas como estátuas, inscrições e etc. 

No tempo antigo era comum que as riquezas permanecessem dentro das famílias, que concediam benefícios apenas a um grupo seleto. Em Corinto, a ascensão financeira criou uma nova classe de benfeitores, que ajudavam outras, dando a elas oportunidades de crescerem socialmente. Eles já tinham, então, um certo conceito de graça, pois recebiam um favor imerecido e também de fé, pois aqueles que recebiam ajuda para crescerem precisavam de demonstrar dignos de confiança ou de fé. Mas não ache que isso era uma espécie de socialismo, as pessoas eram ajudadas para trabalharem e crescerem, não era “bolsa corinto” ou algo assim do gênero, a fim de estimular a preguiça e comprar votos das pessoas. 

Inclusive, este ambiente promissor permitiu Paulo de também empreender na cidade e pregar o Evangelho sem custos. Mas veja que foi um caso isolado e ele ainda reforça, no capítulo 9 a normativa que Jesus ensinou: o que prega o Evangelho, que viva do Evangelho, uma vez que a pregação, o cuidado com a igreja, a liderança da obra de Deus exige um obreiro que se dedique em tempo integral, como vemos a realidade em Atos 6. 

Mas, o fato é que o cenário que se apresenta em Corinto criou uma dificuldade para os crentes. Eles não conseguiam separar a igreja da cultura onde ela estava. Assim, queriam levar o mesmo sistema do mundo para dentro da igreja. A graça que eles recebiam do mundo era para a autopromoção, para o crescimento e ascensão pessoal. Confundiram achando que a graça que receberam de Deus, com os dons (era uma igreja qual não faltava nenhum dom 1.1-3), era para promoção própria, para ministérios que iriam destacar pessoas, ao invés de fazê-las servir em amor. Aliás, amor era o que faltava naquela igreja. Eles faziam separação social entre irmãos, como vemos na própria Ceia do Senhor. As divisões de classes da estrutura social em ascensão acabavam sendo levadas para a igreja, onde alguns membros mais ricos eram vistos naturalmente (para eles) como mais importantes, e Paulo precisa lembrar no capítulo 12 que no corpo de Cristo não é assim, todos os membros têm uma função, todas elas são nobres e cuidamos uns dos outros, sobretudo o que parece ser, socialmente, mais fraco. 

Ego e não a verdade

O ensino na época em que Paulo pregou aos coríntios era um outro problema. Não se desejava ensinar a verdade por meio de argumentação. Os mestres da época estavam mais interessados em vencer uma discussão do que apresentar a verdade em debate. Não havia necessidade de comprovação, apenas de persuasão, pois o alvo era o aplauso, o poder e a influência social.

Ou seja, o importante é vender e não o entregar o produto correto. Isso é similar ao que se faz no mundo secular exatamente hoje, com campanhas que usam a publicidade de forma errada, fazendo inúmeras promessas que são falsas. Quantos de nós já não fomos envolvidos por elas, compramos um produtos e no final vimos que não era nada daquilo? O problema não é fazer promessa com a publicidade, que é um importante ferramenta de trabalho, usada inclusive por editoras cristãs, por exemplo, o problemas é se aquilo que está sendo prometido não for a verdade. Isso nos interessa, porque temos esta influência cultural no âmbito religioso com os falsos profetas, que vendem riquezas, saúde e satisfação pessoal, e as pessoas aderem, porém, eles não pregam o evangelho, mas, somente, auto-ajuda, coaching e ganância. 

Idolatria sexual

Corinto tinha um templo dedicado a Afrodite, a chamada deusa do amor, precisamente deusa da luxúria, com cerca de mil sacerdotisas e eram também prostitutas religiosas que viviam e trabalhavam lá. A noite, elas desciam para a cidade a fim de oferecer seus serviços aos homens da cidade e aos estrangeiros. Bastante parecido com nossos dias onde temos ruas inteiras de motéis e prostitutas ofertando estes mesmos serviços. Nada mudou. Só foi escrito naquela época, capturando diversos aspectos da essência do coração humano afastado de Deus. 

Corinto era depravada, seu nome era sinônimo de zombaria e degradação e da devassidão mais grosseira, e o Evangelho chega lá. Era uma perversão sexual em nome da religião; hoje não temos esta ligação tão direta, mas temos as pessoas achando que conhecem a Deus, inventando um relacionamento com Ele ao seu modo, muitas vezes a fim de poderem cometer pecados sexuais com a consciência tranquila. 

O Evangelho

Era uma cidade estratégica para se pregar o Evangleho e espalhar a sua mensagem, mas grandes desafios precisavam ser vencidos. Paulo ficou lá por 18 meses, trabalhando na cidade e com a igreja, provavelmente do outono de 50 d.C. à primavera de 52 d.C.

O grande problema da igreja corintia era romper com a cultura da qual vinha, precisamente porque não queriam amadurecer e se santificar. O problema não era o Evangelho, mas a resistência daqueles crentes. queriam o céu, mas não aqui na terra. Grupos se formaram e se denominaram seguidores de Paulo, outros de Apolo, outros Pedro e até de Cristo tinha. Em essência o que aprendemos com isso é que a cultura que nos cerca nos influencia – e que devemos amadurecer mais no mesmo Evangelho que cremos, mesmo porque os dias são maus, muito maus e a única esperança para o cristão é: maturidade, mais crescimento espiritual, aceitando que esta é uma experiência que vai nos acompanhar ao longo de nossa vida aqui na terra. Não tem uma graduação, um ponto que chegamos e dizemos “estamos prontos”, mesmo porque o mundo continua avançando na maldade, o único caminho é avançarmos no Evangelho, não há outro. 

APLICAÇÃO

Orgulho, egoísmo, vaidade, imoralidade e idolatria, eram os principais problemas que a igreja tinha para trabalhar, pois este é o ambiente de onde vieram. Eu me pergunto se os pecados que contaminaram a cultura de Corinto não é precisamente os mesmos que a que nos vivemos!

Mas, devemos ser mais espertos que eles e aprender a nos desligarmos destas coisas pela graça de Deus, confiando nela. Sim, temos um papel preponderante no que se refere a vigiar, porém, também a orar, o que nos faz confiar na graça bendita, a esperança que nos salvou e prometeu estar conosco todos os dias até o fim. 

Russel Shedd disse: “a igreja brasileira é extensa como um oceano, mas com a profundidade de um palmo”. A resistência em romper com o mundo era tão grande que eles chegaram a praticar a exclusão de membros da igreja, rompendo também a comunhão com eles. (5.9-13). Pode parecer duro, mas pessoas que não querem viver a fé cristã e ainda querem corromper a própria igreja a qual faziam parte merecem um tratamento próprio para este procedimento, estabelecido pela Palavra de Deus.

Se o indivíduo de arrepender e deixar o pecado, desejando voltar a comunhão, então a igreja deve receber como o próprio Deus: de braços abertos. Mas, em casos assim, é preciso deixar a pessoa aprender pelos sofrimentos do mundo, deixá-la na mão do diabo, até que ela se arrependa. 

Nossa mente precisa absorver cada vez mais os pensamentos de Deus (Bíblia), a fim de que mudemos de dentro para fora. Quanto mais próximo da verdade, mais amor você desfruta. Ao invés da igreja de corinto ter um impacto significativo sobre a cidade, por fim, esta é que tinha um pacto grande sobre a igreja.

CONCLUSÃO

A condição de “estar” em Corinto, em Goiânia, no Rio de Janeiro ou no Ceará, é apenas transitória. Mas, ser igreja de Deus e ser chamado é permanente, bem como o alvo deste chamado: sermos santos. É isso que a Bíblia diz o tempo todos, mas infelizmente é o que as pessoas têm se desviado, porque acham que precisam cumprir o chamado por mérito próprio, não entendem que o Deus que chamou deu Seu Filho e junto com Ele nos dará todas as demais coisas, por meio do Seu Espírito Santo. Muitos ainda não entenderam a graça.

Paulo, entretanto fala diretamente desta graça, que é o favor imerecido recebido de Deus para a salvação e do resultado desta graça: a paz com Deus.

Quando você cumprimentar um irmão com “graça e paz”, saiba que está falando do Evangelho verdadeiro de Deus e a consequência dele. Ele nos salva do modo que era impossível aos homens, e isso nos dá paz com Deus (RM 8.1).

Mas, este favor imerecido não é apenas no início da jornada – perpassa toda a nossa caminhada espiritual aqui na terra, até chegarmos na glória celestial.

Essa paz ela somente é desfrutada a medida que caminhamos com Deus, da seguinte forma: “Os cristãos não têm a liberdade de definir o certo e o errado com base naquilo que os beneficia; antes, devem abrir mão de seu próprio desejo a fim de aceitar a vontade de Deus na cruz (1.17,18)”

Por isso, você precisa constantemente ouvir a pregação da Palavra de Deus e não uma injeção de ânimo, um consolo emocional, uma motivação ou técnicas de auto-ajuda. Nada disso é o Evangelho. É preciso extrair da Bíblia o tesouro que ela é, a fonte inesgotável do Verbo Divino para nossa fé. O cristão vive pela fé e não é motivado semana após semana.

Se Paulo vivesse hoje e mandássemos uma carta do que acontece em nosso meio, e se Deus o inspirasse para dar uma resposta divina contendo orientações, direção do que renunciar e do que abraçar, a pergunta é: será que Deus revelaria uma mensagem diferente? Não, porque Deus não muda. Além disso, a causa dos problemas é o mesmo: o pecado. Assim, deriva-se que a solução é sempre a graça e o Evangelho que nos conduz ao arrependimento, fé e santificação.

Seguramente esta carta tem muitas coisas a nos ensinar nestes dias atuais e terá a todas as gerações que ainda hão de vir, se Cristo não vier, pois elas enfrentarão os mesmos problemas que nós enfrentamos e os corintos também: os efeitos da Queda. A Igreja Batista Betel vai louvar ao Senhor nos próximos cultos, aprendendo mais de Primeira Coríntios. Serão mensagens separadas e únicas, se Deus permitir. Vamos avançar com Cristo, irmãos!

Que Deus nos abençoe nesta jornada, que Deus ajude a igreja brasileira, em Nome de Jesus, amém!

2 comentários em “Pastoral – 1 Corintios 1.1-3 | Que lugar é esse? (Série expositiva)

  1. Deixo aqui minha tese,a igreja de Coríntios na segunda carta estava melhor,so que na primeira Paulo aconselhou a fazer julgamento daquele que estava andando com a concubina de seu pai,so que hoje as igrejas estão julgando os de fora ,e não estão julgando os de dentro.

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    1. Graça e paz. Concordo plenamente, e um dos motivos é a preocupação prioritária com números e não com a vida espiritual e o crescimento como consequência e ação divina. Obrigado por comentar, em breve vamos postar o link para o vídeo da pregação aqui mesmo, fique de olho na parte da tarde o post deve ser atualizado. Seja sempre bem vinda!

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